Connection Terroirs do Brasil registra maior Rodada de Negócios já realizada pelo Sebrae com Indicações Geográficas

A Rodada de Negócios do Connection Terroirs do Brasil entrou para a história como a maior já promovida pelo Sebrae envolvendo Indicações Geográficas (IGs) brasileiras. Realizada no primeiro dia do evento, a iniciativa reuniu 42 compradores e 65 fornecedores, desenvolvendo 598 reuniões de negócios e gerando R$ 5.987.648,21 em comercializações.
Os resultados movimentaram o salão principal da Sociedade Recreio Gramadense e reforçaram o papel do Connection Terroirs do Brasil como um dos principais ambientes de geração de negócios para produtos de origem no país. Além dos negócios fechados durante a rodada, os expositores registraram R$ 515.905,00 em vendas na Alameda Terroirs, espaço dedicado à comercialização e promoção dos produtos com Indicação Geográfica.
Realizado pela Rossi & Zorzanello, com correalização do Sebrae, o Connection Terroirs do Brasil é considerado a maior vitrine brasileira para produtos de origem e tem como objetivo ampliar mercados, fortalecer territórios e promover conexões entre produtores, compradores e consumidores.
A edição deste ano reuniu representantes de diferentes regiões do país, conectando produtores e associações detentoras de Indicações Geográficas a supermercados, empórios, restaurantes e distribuidores interessados em produtos que carregam identidade territorial, tradição e valor agregado.
Para o CEO do Connection Terroirs do Brasil, Eduardo Zorzanello, os resultados confirmam a importância de criar oportunidades de aproximação entre o mercado e os produtores certificados. “Foi uma oportunidade para que o mercado conhecesse o potencial dos produtos com Indicação Geográfica no Brasil. Essa é a proposta do Connection: dar visibilidade e gerar resultados para esse segmento tão valioso para o país”, destaca.
Ampliar rodada em 2027
Segundo Vicente Scalia, analista da Unidade de Acesso a Mercados do Sebrae, a estratégia é transformar o evento em uma plataforma permanente de oportunidades comerciais. “O evento, a cada ano, vem se transformando para ter um olhar mais voltado aos negócios, com oportunidades de ampliar o acesso ao mercado para associações e produtores que trabalham com Indicações Geográficas”, afirma.
O resultado da rodada reflete também o amadurecimento das associações e cooperativas que participam do evento. Nos últimos anos, o Sebrae tem atuado na qualificação desses empreendimentos, trabalhando aspectos como embalagem, logística, precificação, produtividade e posicionamento de mercado. “Chegou o momento de o produto estar tão bem maduro que já estamos conseguindo vender fora do seu território, fora da sua região e fora do seu estado”, explica.
Espaço para crescimento
Apesar do avanço, Scalia acredita que ainda há um importante trabalho de conscientização junto ao consumidor brasileiro. Para ele, os produtos com IG carregam um valor que vai além das características físicas. “Você não está comprando só o produto, mas toda a história daquele território, toda a história daquele produto”, observa. Segundo o analista, mercados internacionais já reconhecem esse diferencial com mais intensidade, enquanto no Brasil ainda é necessário ampliar a divulgação e a valorização dos produtos de origem.
Outro destaque desta edição foi a presença de compradores com atuação internacional. Representantes comerciais que operam nos mercados da América do Sul e dos Estados Unidos participaram das negociações, abrindo novas perspectivas para exportação. “Estamos criando uma oportunidade de exportação de produtos com indicação geográfica a partir desta rodada”, afirma Scalia.
Negócios com o Espírito Santo
A Rodada de Negócios promovida pelo Sebrae no primeiro dia do Connection Terroirs do Brasil conquistou a empreendedora Daniele Freitas, proprietária do Empório Dom Avelino, de Serra (ES), e diretora administrativa da Associação SerTãoBras. Em busca de novos fornecedores e produtos com Indicação Geográfica (IG), ela participou de uma intensa agenda de encontros e saiu do evento com resultados concretos. “Conseguimos conversar com 16 produtores de diversos nichos e consegui fechar negócios aqui”, afirmou. Segundo Daniele, a iniciativa permitiu ampliar o conhecimento sobre produtos de origem e identificar novas oportunidades para o mercado capixaba.
A empresária destacou a qualidade da organização e das negociações realizadas ao longo da tarde. “Desde a organização do evento até a apresentação dos produtores e a negociação, foi bem proveitoso todo esse momento que a gente passou conhecendo a riqueza que o Brasil tem, de tantos terroirs, tantos sabores e histórias”, ressaltou.
Participando pela primeira vez de um evento voltado exclusivamente às Indicações Geográficas, Daniele disse ter se surpreendido com a diversidade encontrada. “Fiquei muito surpresa positivamente. Outros eventos costumam ser mais nichados, enquanto aqui existe uma variedade muito maior de produtos e segmentos”, observou.
Texto e fotos: Ilton Müller | fernando@rossiezorzanello.com.br