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INPI reconhece 159ª Indicação Geográfica brasileira, o ginseng do Paraná

06 de maio de 2026Connection Terroirs do Brasil3 min de leitura
O conjunto desses fatores naturais e humanos garante a qualidade do produto e fundamenta o reconhecimento da Denominação de Origem

O Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) concedeu nesta semana, o reconhecimento de Indicação Geográfica (IG), na modalidade Denominação de Origem (DO), ao ginseng produzido em Querência do Norte (PR). Com o novo registro, o Brasil passa a contar com 159 IGs nacionais, sendo 33 Denominações de Origem e 126 Indicações de Procedência. O Paraná lidera o ranking estadual, com 26 produtos certificados.

O ginseng de Querência do Norte é obtido da planta Pfaffia glomerata, conhecida como ginseng brasileiro, nativa das margens e ilhas do Rio Paraná. Estudos apresentados ao INPI apontam que a raiz cultivada na região possui teor médio de β-ecdisona 2,36 vezes superior ao de outras áreas produtoras do país, característica valorizada pelas indústrias cosmética e farmacêutica e que contribui para maior valor agregado ao produto.

Esse diferencial está associado às condições edafoclimáticas locais, como solo com pH equilibrado, ausência de alumínio e maior concentração de nutrientes essenciais, além de fatores que estimulam o acúmulo do composto na planta. O modo de produção também é determinante: o cultivo é predominantemente manual, com baixa utilização de insumos químicos e forte presença da agricultura familiar, com saberes transmitidos entre gerações.

A produção segue etapas rigorosas, desde o plantio até a colheita, passando por um processo de secagem que pode durar entre 15 e 30 dias. O conjunto desses fatores naturais e humanos garante a qualidade do produto e fundamenta o reconhecimento da Denominação de Origem, fortalecendo a cadeia produtiva local.

IG DO PARANÁ – Além do ginseng, o Paraná possui outros 25 produtos com selo de Indicação Geográfica, são eles: as ostras do Cabaraquara; poncã de Cerro Azul; broas de centeio de Curitiba; cracóvia de Prudentópolis; carne de onça de Curitiba; café de Mandaguari; urucum de Paranacity; queijo colonial do Sudoeste do Paraná; cafés especiais do Norte Pioneiro; morango do Norte Pioneiro; goiaba de Carlópolis; mel de Ortigueira; queijos coloniais de Witmarsum; cachaça e aguardente de Morretes; melado de Capanema; vinhos de Bituruna; mel do Oeste do Paraná; barreado do Litoral do Paraná; bala de banana de Antonina; erva-mate de São Mateus; camomila de Mandirituba; uvas finas de Marialva; tortas de Carambeí e café da Serra de Apucarana.

Além delas, há ainda o mel de melato da bracatinga do Planalto Sul do Brasil, Indicação Geográfica concedida a Santa Catarina que envolve municípios do Paraná e do Rio Grande do Sul.

Outros seis produtos do Paraná têm pedidos depositados e em análise no INPI: acerola de Pérola; pão no bafo de Palmeira; cervejas artesanais de Guarapuava; mel de Capanema; couro de peixe de Pontal do Paraná e cambira de Pontal do Paraná.

CONNECTION TERROIRS DO BRASIL - Os produtos com Indicação Geográfica ganham destaque no Connection Terroirs do Brasil, um evento internacional que acontece de 10 a 13 de junho, em Gramado (RS). O evento reúne exposição de produtos certificados de todas as regiões do país, arena de conteúdo com especialistas, arena gastronômica com chefs renomados, circuito gastronômico em restaurantes da cidade, degustações guiadas de cafés especiais e vinhos, além de mostra de artesanato com IG. Reconhecido como a principal vitrine dos produtos de origem do Brasil, o encontro também promove experiências e conexões entre produtores, mercado e público.

Mais informações em connectionexperience.com.br ou pelo Instagram @connection_experience.

 

Texto: Fernando Gusen com informações do Governo do Paraná | fernando@rossiezorzanello.com.br

Foto: parana.pr.gov.br/reprodução